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Google apresenta Gemini 4 Carbon, modelo focado em cibersegurança

Novo modelo lidera ranking de inteligência, trabalha por dias em tarefas longas e por ora só está disponível para defensores cibernéticos

Por Breno Valente· 2 min de leitura
Google apresenta Gemini 4 Carbon, modelo focado em cibersegurança
Imagem: Google DeepMind

O Google lançou o Gemini 4 Carbon, que chama de seu modelo mais forte, com foco em cibersegurança e tarefas longas. O acesso começa restrito a defensores cibernéticos e parceiros do Fairwind Program; desenvolvedores e consumidores receberão o modelo depois.

Passo a passo

  1. Página oficial de deepmind.google
    deepmind.google

    Passo 1 de 4

    Acesso restrito

    • Primeiro, só defensores cibernéticos e parceiros do Fairwind Program. O público geral fica para depois.
    Ver na fonte oficial
  2. Passo 2 de 4

    Números de segurança

    • 88,2% no SEC-bench Pro
    • 54,8% no ExploitGym
    • 71% no CWE-bench
  3. Passo 3 de 4

    Trabalha por dias

    • Equipes do Google viram o modelo passar dias corrigindo bugs sutis em grandes bases de código.
  4. Passo 4 de 4

    Quanto custa

    • Preço introdutório de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.
Ler a análise completa

O Google apresentou em 28 de outubro o Gemini 4 Carbon, que a empresa chama de seu modelo mais forte, com desempenho de ponta em cibersegurança e em tarefas de longa duração. O anúncio, assinado por Koray Kavukcuoglu, vice-presidente sênior do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA do Google, chega duas semanas depois do lançamento do Gemini 4 Argon.

Ao contrário do Argon, o Carbon não está aberto ao público. Nesta primeira fase, só um grupo de defensores cibernéticos, profissionais que protegem sistemas contra ataques, tem acesso. A liberação vai se ampliar aos poucos para outros parceiros de confiança por meio do Fairwind Program. O Google também participa do processo voluntário de testes de modelos antes do lançamento conduzido pelo governo dos Estados Unidos.

Desenvolvedores, empresas e consumidores vão receber o modelo mais tarde, segundo o Google assim que possível, enquanto as proteções ainda são ajustadas.

Nos testes divulgados pela empresa, o Carbon ficou em primeiro lugar no Artificial Analysis Intelligence Index v5.0, com 59 pontos. Em segurança digital, marcou 88,2% no SEC-bench Pro, que mede a capacidade de encontrar vulnerabilidades, 54,8% no ExploitGym, que avalia a exploração dessas falhas, e 71% no CWE-bench, voltado à correção. Os testes externos foram feitos sem as travas de segurança do modelo.

Outro foco são as tarefas longas. Segundo o Google, equipes internas viram o Carbon trabalhar por dias em problemas de engenharia com várias etapas, como achar a causa de bugs sutis em grandes bases de código e corrigi-los. A equipe do Chrome relatou que as correções do modelo foram mais de dez vezes melhores que as de um grande modelo de outro laboratório, sem dizer qual.

A empresa também destaca avanços de alinhamento, o trabalho de fazer o modelo agir como esperado. As tentativas de trapaça no teste Terminal-Bench 4.0 caíram para 0,4%, e os alertas graves de comportamento desalinhado em ambientes internos de programação diminuíram quase 80%. Em um teste de injeção indireta de comandos, ataque que esconde instruções maliciosas em conteúdos lidos pela IA, a taxa de sucesso dos ataques foi zero.

Na API, o preço introdutório será de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, igual ao do Argon. Tokens são os pedaços de texto que o modelo processa. Depois do período promocional, os valores sobem para US$ 4 e US$ 20, respectivamente.

Não há data para a liberação geral nem confirmação de quando o Carbon chega a usuários no Brasil. Por ora, os números de desempenho e segurança são os divulgados pelo próprio Google.

Fontes

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