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7 apps pequenos para o MacBook: o que cada um faz e quanto custa

Shotbase, Droppy, Looq, Ajar, VoiceTypr, Atlas e Dato conferidos nas páginas oficiais, com versão do macOS e a regra de instalar um por vez.

Por Breno Valente· 5 min de leitura
7 apps pequenos para o MacBook: o que cada um faz e quanto custa
Imagem: Shotbase, Droppy, Parcse

Sete utilitários pequenos corrigem detalhes do macOS: capturas de tela, notch, pré-visualização, tampa fechada, ditado por voz, fusos horários e calendário na barra de menus. Nenhum é totalmente grátis, e a dica é instalar um de cada vez e manter só os que você passa a usar.

O post original lista sete apps para quem usa o MacBook todos os dias. Todos existem e estão no ar, mas há detalhes que o post não conta: nenhum deles é totalmente grátis, e as versões mínimas do macOS variam. Este guia resume o que cada um faz, o que a página oficial informa e o que mudou desde que o post foi escrito.

A dica que vale para todos: instale um app por vez e use por uma semana. Se depois desse tempo você nem lembra que ele está lá, é porque ele resolve o problema sem atrapalhar, e vale ficar. Se você nunca abre, desinstale. Isso evita encher a barra de menus e pagar por programa que não usa.

Shotbase é um espaço de captura para o Mac: faz capturas de tela, gravações de tela e capturas de páginas da web, e permite editar, organizar e compartilhar. O editor tem anotações e efeitos como zoom automático. Há um teste grátis de 7 dias, sem cartão. Depois do teste é preciso o plano Pro para exportar e criar links de compartilhamento (confira os valores na página oficial). A IA local, que sugere nomes e etiquetas, só funciona em Macs com chip Apple, e a página diz que o conteúdo das imagens não é enviado a um modelo remoto. A página não informa a versão mínima do macOS.

Droppy transforma o notch (ou a barra de menus, em Macs sem notch) em algo parecido com a Dynamic Island do iPhone. Mostra música, timers e downloads, tem uma bandeja de arquivos e histórico da área de transferência. Segundo a página oficial, é um app pago, com licença vitalícia para dois Macs, teste de 3 dias e exige macOS 14 (Sonoma) ou superior. Atenção: alguns sites de terceiros chamam o Droppy de código aberto, mas a página oficial não faz essa afirmação, e o repositório antigo no GitHub está bloqueado desde fevereiro de 2026 por uma notificação de direitos autorais, que alegava uso de código GPL de outro projeto sem os créditos. É uma alegação, não uma decisão, mas trate o Droppy como app pago.

Looq amplia o Quick Look, aquela pré-visualização que abre com a barra de espaço no Finder. Mostra Markdown com fórmulas e diagramas, código colorido, bancos SQLite, tabelas TSV e o conteúdo de arquivos ZIP e TAR sem extrair. A página do desenvolvedor diz que os arquivos são processados no seu Mac e não são enviados. É uma compra única, a partir de US$ 10 segundo a página oficial (confira o valor atual). A página do desenvolvedor pede macOS 15 ou superior, enquanto a ficha na Mac App Store citava macOS 14, então confira antes de comprar.

Ajar tem duas funções: ajustar brilho, luz do teclado e volume conforme o ângulo da tampa, e manter o Mac acordado enquanto você trabalha. Há regras prontas para sessões de agentes de código como Claude Code, Codex e Gemini CLI, e regras próprias por app, rede Wi-Fi, disco, fonte de energia ou tampa baixa. Segundo a página oficial, custa US$ 10 em compra única, exige macOS 15 ou superior e Mac com chip Apple. A regra de tampa baixa mantém o Mac ativo com a tampa em 60 graus ou menos, e a própria página avisa que isso pode manter o MacBook ligado na bateria. Se for deixar o Mac fechado e ligado, prefira mantê-lo na tomada. A página não fala de calor, então vale observar a temperatura.

VoiceTypr é um app de ditado: você aperta um atalho, fala, e o texto aparece onde o cursor estiver, em qualquer app. A transcrição é local por padrão, usando os modelos Whisper e, em Macs com chip Apple, Parakeet, e o áudio fica no aparelho nesse modo. O app também oferece opções de nuvem (como OpenAI, Groq e Deepgram) e formatação por IA. Se você ligar essas opções, o áudio ou o texto é enviado ao provedor escolhido, então só use se aceitar isso. O código é aberto, sob a licença AGPL-3.0, mas o app pronto é pago: o site oferece teste de 3 dias e licença vitalícia, com preço na página oficial (confira lá). Exige macOS 14 ou superior.

Atlas é um relógio mundial e agendador de reuniões. Você adiciona pessoas ou cidades e vê os horários locais num mapa. O app ranqueia horários de 15 minutos nos próximos cinco dias úteis, conforme o expediente de cada pessoa, e sugere os três melhores. Também tem relógio na barra de menus. Segundo a página oficial, custa US$ 4,99 em compra única, vale para até três Macs, exige macOS 13 ou superior e não tem teste grátis, mas tem garantia de reembolso de 14 dias. O site diz que não há contas nem telemetria. Mesmo assim, sua localização é enviada à Apple para achar a cidade, e a licença é verificada pelo Polar.

Dato, do desenvolvedor Sindre Sorhus, troca o relógio do macOS por um calendário na barra de menus, com seus eventos, relógios de vários fusos e aviso em tela cheia quando uma reunião começa. Também entra em chamadas do Zoom, Google Meet e Teams com um atalho. Custa US$ 18 em compra única, com atualizações vitalícias, segundo a página oficial. A versão atual exige macOS 26 ou superior. Para sistemas mais antigos há versões antigas no site do desenvolvedor, e há teste grátis no site.

Resumo prático: se o seu problema é capturar a tela, teste o Shotbase. Se quer um Mac que lê tudo com a barra de espaço, o Looq. Para ditado offline, o VoiceTypr. Quem trabalha com gente de outros fusos se beneficia do Atlas ou do Dato. Droppy e Ajar são mais de conforto. Lembre que todos custam dinheiro depois do teste e que as versões mínimas do macOS são diferentes. Os preços mudam, então confira sempre na página oficial antes de comprar.

Fontes

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